HP mantém liderança, mas houve menos vendas no 2º trimestre

Durante esta semana foram divulgadas duas análises de mercado, uma pela Gartner e outra pela IDC, que indicam menos vendas de computadores que o ano passado.

A redução é superficial apenas uma descida de 0,1% em relação ao trimestre de 2011. Quanto aos números, eles divergem um pouco entre as análises, mas não muito. Segundo a Gartner, venderam-se 87,4 milhões de computadores, o ano passado foi 87,5 milhões, enquanto a IDC indica que 86,6 milhões computadores foram vendidos, enquanto o ano passado tinham sido 86,7 milhões.

Em ambas as análises, a HP continua a liderar, mas perderam mais de 12% em relação ao ano passado, enquanto a Lenovo aumentou as vendas, estando no segundo lugar este ano, mas no ano passado estava em 3º e 4º lugar. A grande vencedora é a Asus, em ambas as análises aumentou mais de 38% as suas vendas em comparação com o trimestre do ano passado. Vou passar a indicar em pormenor cada uma das análises.

Fonte: Gartner

Gartner indica que venderam-se 87,4 milhões de computadores, um aumento de 0,1% em relação ao ano passado que foram 87,5 milhões. A HP mantém-se líder, mas tem a Lenovo logo atrás, com apenas menos 0,2% do que a HP, pode haver mudanças no próximo trimestre, com a Lenovo a passar para a liderança, pela primeira vez. A grande vencedora é a Asus, que consegue vender mais 2 milhões de computadores, em comparação com o ano passado, e umaumento de 38,6%.

Os resultados da IDC são muito equivalentes, 86,6 milhões computadores foram vendidos, enquanto o ano passado tinham sido 86,7 milhões. A Lenovo está, também, no segundo lugar, aumentando as vendas em 25,2%, para 14,9%, apenas a 0,6% da HP que tem 15,5% do mercado. O grande aumento volta a ser da Asus, com um aumento de 39,8% das vendas.

Fonte: Tecnologia

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Portugueses compram mais na Internet

comércio on-line parece ser a grande tendência atual no que ao comportamento dos consumidores nacionais diz respeito. Os portugueses estão a comprar mais pela Internet, registando-se um aumento bastante significativo no comércio eletrónico face a 2011, com taxas que em alguns casos ultrapassam os dois dígitos.

Esta é a conclusão de uma sondagem feita pela Associação Comércio Electrónico  e Publicidade Interactiva (ACEPI) que realizou inquéritos a algumas das mais representativas empresas do setor em vários ramos de atividade. De acordo com os dados fornecidos pela ACEPI, 57 por cento dos sites inquiridos afirmou ter aumentado o volume de vendas face ao período homólogo do ano transato. Ainda, 65 por cento referiu que o número de clientes que efetua compras no seu site cresceu e três em cada dez  afirmou que esse crescimento foi acima dos dois dígitos percentuais.

Dados que permitem concluir que “o comércio eletrónico continua a resistir à crise económica e a afirmar-se cada vez mais como um espaço fundamental para o desenvolvimento e crescimento das empresas portuguesas. Os portugueses estão a comprar e a vender cada vez mais no online», afirma o presidente da ACEPI, Alexandre Fonseca.

Os resultados do Barómetro da ACEPI/Netsonda são relativos ao 1º trimestre de 2012.

Compras móveis

Também as transações utilizando terminais móveis, como smartphones tablets, estão em progressivo crescimento em toda a Europa. A consultora Forrester analisou o mercado e chegou à conclusão que nos próximos cinco anos os europeus vão comprar 11 vezes maisprodutos e serviços através do telemóvel, isto sem contar com aplicações e toques de telemóveis, nem com os sistemas de pagamento que usam tecnologia NFC.

No total, em 2017 vão ser gastos 19,2 mil milhões de euros em aquisições com dispositivos móveis. Os números previstos para 2012 não ultrapassam os 1, 7 mil milhões de euros.

A Forrester admite que em 2017 quase metade dos utilizadores de telemóveis e tablets vão fazer compras através destes dispositivos. A maioria das aquisições vai ser de baixo valor e relacionada com produtos físicos, como livros, música e filmes.

À cabeça dos maiores compradores da Europa Ocidental está o Reino Unido, seguido pela Alemanha.

Fonte: Tecnologia

Steve Ballmer declara a Apple como a principal rival a abater

O presidente executivo da Microsoft deixou bem explícita a ideia de que a sua empresanão vai deixar qualquer ação da Apple sem resposta. A empresa de Redmond está a entrar numa nova fase e o ano de 2012 será decisivo para o futuro da marca.

O anúncio dos tablets Surface é apenas o culminar de toda uma nova estratégia. A Microsoft vai abandonar a atitude passiva para ser mais agressiva na luta pelos diferentes segmentos do mercado tecnológico. A própria entrevista de Steve Ballmer é disso exemplo. Numa conversa com o site CNR depois da Worldwide Partner Conference, o CEO da Microsoft disse que a empresa “não vai deixar qualquer espaço de manobra à Apple; não vai mesmo”. Ballmer referiu que nada ficará ao acaso: “Nem a nuvem para os consumidores. Nem a inovação em harware e software. Nós não deixaremos a Apple fazer nada sozinha. Isso não vai acontecer. Não enquanto estivermos atentos”.

O presidente executivo da Microsoft explicou que a sua empresa tem vantagens sobre a Apple em determinadas áreas empresariais como na capacidade de produtividade e na gestão de recursos. A grande aposta na Nokia, no Windows Phone, no Windows 8 e mais recentemente nos tablets Surface são disso exemplo – às quais se deve acrescentar as fortes estratégias de comunicação e marketing que acompanham cada anúncio e lançamento.

Perante uma posição tão forte relativamente a uma empresa rival que tem domínio sobretudo no mercado dos dispositivos móveis, Steve Ballmer foi questionado sobre a possibilidade de a Microsoft fabricar os seus próprios telemóveis como fez com os Surface. O CEO não confirmou a existência desses planos, mas também não desmentiu – o mais provável é existir mesmo um plano B, tendo em conta que própria Nokia diz ter uma estratégia secundária caso a parceria com a Microsoft não resulte.

De forma evasiva, Ballmer preferiu referir-se aos tablets com Windows 8. “Agora estamos a trabalhar afincadamente no Surface. É esse o nosso focus. É esse o nosso núcleo de trabalho atual. Vamos ver como as coisas correm. Nós temos boas parcerias com a Nokia e HDC no universo móvel. E eu estou a gostar imenso daquilo que estamos a fazer com o Surface e os parceiros do Windows 8″.

Um facto curioso relativo à entrevista foi a ausência de declarações sobre rivalidade com a Google ou o Android. Apesar de a gigante dos motores de busca ser uma empresa completamente diferente e com uma bagagem histórica distante de Apple e Microsoft, a verdade é que nos dias atuais a empresa de Mountain View também domina um pouco em todos os segmentos. E se existe uma batalha épica entre Apple e Google, se a Microsoft declara guerra à Apple não se pode esquecer da Google. Será desprezo pela empresa de Sergey Brin ou será uma parceria psicológica para enfraquecer a Apple? Tal como Ballmer disse, 2012 será o ano de todas as respostas.

Fonte: Tecnologia

 

Rumores de iPad Mini ganham mais força

Rumores sobre a Apple estar a preparar uma iPad mais reduzido já não são de agora, mas o lançamento do Nexus 7 tem aumentado os rumores de uma respostas por parte da Apple.

Agora foi a vez da agência Bloomberg e oWall Street Journal citarem fontes próximas do projeto, para avançarem que o Mini iPadestará mesmo a ser preparado e para ser lançado este ano.

Desde o lançamento do Kindle Fire que é apontado uma resposta por parte da Apple, agora com o Nexus 7 a chegar, o rumor ganha mais força. Segundo ambos os jornais, o ecrã será entre 7 e 8 polegadas, o mesmo que vem sido apontado há alguns meses.

Mini iPad é apontado para Outubro, para estar a tempo do Natal. O ecrã não será Retina, para poder ser colocado a um valor que possa rivalizar com o Kindle Fire e o Nexus 7, entre os 200 e os 300 dólares.

Com tantos tablets para serem lançados, além do Nexus 7 também temos o Microsoft Surface, o final deste ano promete ser muito movimento neste ramo de mercado, com a promessa de um ano de 2013 de luta garrida entre as principais fabricantes.

Fonte: Tecnologia

Conheça como poderá ser o botão «Quero» no qual o Facebook está a trabalhar

O Facebook é a maior e mais bem sucedida rede social do momento. Mas já lá vão os tempos em que a empresa de Mark Zuckerberg pautava as novidades e a forma de atuar do social networking.

Em 2010 o Facebook introduziu na rede social o botão «Gosto», que rapidamente tornou-se no modo de interação mais famoso dentro da rede e nos restantes sites. São raros os sítios na Internet em que o utilizador entre sem que se depare com um plug in ou botão social de partilha. O «Like» difundiu-se desmesuradamente como se de uma praga se tratasse. A ação de gostar ultrapassou qualquer barreira e é hoje uma das atitudes mais comuns dos cibernautas. Entre partilhas e comentários, a facilidade de fazer «Gosto» em artigos, fotos e estatutos ajudou a maior rede social do mundo a cimentar a sua posição de líder.

Passados dois anos a empresa de Mark Zuckerberg pode estar a preparar uma nova investida com o botão «Quero», que irá permitir aos utilizadores partilhar e criar listas de desejos e intenções de compras. O Tecnologia referiu atempadamente a descoberta da possibilidade de um novo botão vir a ser implementado no Facebook. A descoberta foi feita por Tom Waddington, um desenvolvedor de aplicações Web, que encontrou indícios do botão «Want»dentro do código JavaScript da rede social. Além de gostarem, os utilizadores poderão partilhar de maneira mais específica quais os seus desejos e intenções de compra. Este será o aspeto provável do futuro botão «Quero»:

Apesar da aparente disponibilidade do novo botão dentro dos códigos do Facebook, Waddington tentou incluir o botão no seu blog pessoal mas sem sucesso.

A possível inclusão do botão «Want» no futuro funcionamento do Facebook deixa algumas indicações relativamente à rede social de Mark Zuckerberg: a rede está em constante desenvolvimento e está atenta às necessidades dos utilizadores; a rede está a dar uma resposta à recente febre das redes sociais direcionadas para a exibição e consumo de produtos, como é o caso do Pinterest; e a rede social pode estar a preparar, mesmo sem ter essa consciência, um novo paradigma na aquisição de produtos e nas trocas comerciais através do fator social. Imagine por exemplo, que de um momento para o outro todos os sites têm um botão «Quero». A ação executada além de dar a indicação social de que o utilizador está hipoteticamente interessado naquele produto, pode eventualmente numa fase mais adiantadapermitir realmente a compra do conteúdo.

Caso se venha a confirmar a existência do botão, as empresas agradecem a inovação pois poderão contar com um novo método de contagem de interesse em tempo real e que tem origem nos próprios consumidores. O controlo sobre as necessidades dos utilizadores poderá ser muito maior e muito mais estratégico a partir do momento em que o plug in apareça. Será um canal de comunicação direto entre produtores e consumidor final, o que pode ajudar a adotar de maneira mais rápida e fiável o comércio eletrónico. Por outro lado, este tipo de «voracidade» que possivelmente despertará nas empresas, tornará o Facebook uma plataforma ainda mais empresarial e global.

Fonte: Tecnologia

Smartphones com o sistema operativo Firefox chegam em 2013

Foi há precisamente um ano, que a Mozilla anunciou o seu projeto Boot to Gecko, um sistema operativo móvel. O nome oficial passa a ser Firefox OS e será lançado em 2013.

O anúncio foi feito pela própria Mozilla, no seu site oficial, adicionando parcerias de peso, fundamental para o início de um sistema operativo, tendo em conta que tem a concorrência do sistema operativo do Google, o Android, o apoio é fundamental para conseguir alguma fatia de mercado.

As fabricantes que estarão ao lado da Mozilla serão a ZTE e a TCL Communication Technolog, responsável pela Alcatel, quanto às operadoras, também terá bons apoios em vários países do mundo, Deutsche Telekom, Etisalat, Smart, Sprint, Telecom Italia , Telefónica e Telenor. Está previsto o primeiro smarpthone com Firefox OS para o início de 2013 e o Brasil é apontado como o primeiro país que irá ter o smartphone disponível.

Foi durante a Mobile World Center 2012 que a Mozilla mostrou o primeiro protótipo com Firefox OS. O Firefox OS destaca-se por ser baseado no HTML5, nomeadamente as aplicações, o que irá facilitar a migração de aplicações para este sistema operativo, pois é graças às aplicações que o iOS e o Android têm conseguido tamanho sucesso.

Quanto tivermos o primeiro smartphone à venda e que poderemos começar a perceber se este sistema operativo móvel, Firefox OS, terá futuro, conseguindo alguma fatia de mercado considerável para poder aguentar-se neste mercado com tamanha concorrência.

Fonte: Tecnologia

RIM vai lançar cinco novos dispositivos móveis em 2013

A Research in Motion não tem vivido os seus melhores dias. Além das contínuas perdas no mercado dos telemóveis, os resultados financeiros da empresa tornam o cenário ainda mais negro. Mas já lá dizia o outro: o espetáculo tem que continuar.

Um documento vazado mostra os supostos planos da empresa responsável pelos dispositivos BlackBery para o ano de 2013. O documento ganha crédito nas informações que contém pois já contempla a recente decisão anunciada de apenas lançar o novo sistema operativo móvel BlackBerry OS 10 no próximo ano. O próximo SO da RIM chegará ao mercado no primeiro trimestre de 2013, muito possivelmente acompanhado do lançamento do BlackBerry London, o primeiro smartphone da companhia completamente tátil e que deve assemelhar-se ao DevAlpha 10 apresentado na BB World’12.

Ainda no primeiro semestre de 2013 será lançado um segundo smartphone BlackBery com BB OS 10, com o nome de código Nevada, e que deverá recuperar o sistema de telemóvel com teclado QWERTY que tanto caracteriza os dispositivos da empresa canadiana. Entre o primeiro e segundo semestre do próximo ano os tablets BlackBerry Playbooks deverão receber a atualização para a nova versão do sistema operativo móvel. Haverão mais novidades no segundo trimestre de 2013 com o lançamento do Nashville. No terceiro trimestre desse ano está previsto o lançamento de um novo tablet com o nome Blackforest e de um outro telemóvel chamado Naples, dispositivos que já tinham aparecido em anteriores rumores e que intensificam a força da verdade deste documento perdido.

Pela imagem revelada destaque para o novo tablet Blackforest que aparenta ser maior que o Playbook atualmente comercializado, com o tamanho a apontar para as 9 ou 10 polegadas. As poucas informações que existem relativas ao número 128 que acompanha o nome dão a indicação de que o tablet poderá ter um armazenamento interno de 128Gb – o que faria sentido tendo em conta que a Research in Motion decidiu parar a produção da versão de 16Gb do Playbook por considerar ser pouco suficiente.

Continuando no mundo dos tablets canadianos, a RIM tem preparada para o último semestre de 2012 o lançamento de uma nova versão do tablet Playbook, que virá com suporte a redes 4G. A empresa continua a apostar e a ter confiança no seu único tablet, considerado por muitos como uma boa opção que peca apenas pela falta de aplicações no BlackBerry App World.

Até ao momento da publicação deste artigo a RIM não tinha prestado qualquer declaração sobre o documento vazado e sobre os supostos dispositivos anunciados.

Fonte: Tecnologia

Apple pode ser temporariamente banida do mercado italiano

A empresa da maçã continua com problemas com a entidade que gere o consumo italiano. Em causa está a venda de planos Apple Care aos utilizadores, fazendo-os gastar dinheiro para aumentarem o tempo de garantia dos produtos comprados, quando na realidade esse tempo já está assegurado por lei.

Em Itália é usado o mesmo sistema de garantias que em Portugal: ao comprar um produto, o consumidor tem direito a dois anos de garantia. A Apple apenas «dá» um ano de garantia após a data da compra, e caso os utilizadores queiram que esse período seja alargado, têm que adquirir o plano Apple Care. O plano adicional de garantia dos produtos da marca da maçã é de três anos para os computadores e de dois anos para os restantes dispositivos, e prevê o suporte num maior número de situações do que a lei europeia. Mas a empresa de Cupertino, ao comercializar segundo as normas da União Europeia, tem que garantir no mínimo dois anos de garantia nos seus produtos.

Após a queixa de alguns consumidores a Apple foi multada pelos tribunais italianos em 900 mil euros. Depois dessa sentença pouco ou nada mudou na política da multinacional norte-americana. A Autorità Garante della Concorrenza e del Mercato (AGCM) voltou a apresentar queixa contra empresa responsável pelo iPhone e iPad por não ter respeitado a ordem de que deveria informar melhor os consumidores sobre os limites de garantia, de maneira a que a compra dos planos Apple Care fosse feita sempre com consciência total das condições a que o consumidor tem direito. Ou seja, o comprador é livre de adquirir os produtos que quer, mas não pode fazê-lo de forma inconsciente, sob pena de a sua falta de conhecimento estar a ser aproveitada para fazer negócio.

Com a nova queixa a marca da maçã pode ter que pagar uma segunda multa no valor de 300 mil euros e pode ver os seus meios de comercialização banidos do mercado italiano durante trinta dias. A Apple tem um mês para apresentar os argumentos de defesa, mas vale a pena lembrar que no primeiro caso em tribunais italianos, apesar de ter recorrido, a empresa liderada por Tim Cook viu o seu apelo ser recusado. A Apple reagiu em comunicado dizendo que “”a recente decisão do tribunal, no nosso ponto de vista, é baseada numa interpretação errada da lei. Nós introduzimos um número de medidas que satisfaziam as queixas das autoridades italianas e discordamos com as suas últimas queixas.

Será interessante ver como a Apple vai reagir a toda esta situação. Em causa está  o exílio, ainda que temporário, de um dos mercados mais importantes a nível europeu. E a derrota da empresa neste caso poderá ditar o início de processos judiciais semelhantes em outros países onde a mesma política de garantias seja praticada.

Fonte: Tecnologia

Megaupload: Mandados de busca considerados ilegais

Quando Kim Schmitz foi detido, estava em sua casa e foram efetuadas várias buscas na sua casa. Agora, Kim ganha mais um processo, sendo que a juíza considerou as buscas ilegais.

Os advogados do Megaupload já tinham considerado as buscas ilegais, por parte das autoridades norte-americanas, pois a lei impõe que as provas apreendidas devem permanecer no país enquanto o processo está a decorrer. O que aconteceu foi que o FBI efetuou cópias dos 18 discos dos computadores e enviados pela FedEx, para os EUA.

Foi esta situação que a Juíza neozelandesa do Supremo Tribunal da Nova Zelândia considerou ilegal.

A decisão da extradição por parte das autoridades neozelandesas só acontecerá em Agosto, no entanto, Dotcom já tem ganho vários processos neste caso, desde a sua liberdade, até já temacesso à net e está a preparar um novo projeto. Tendo em conta as várias “vitórias”, Dotcom deve estar confiante.

Fonte: Tecnologia

Dia Mundial das Redes Sociais: quando o utilizador se torna um potencial cliente

As redes sociais são um fenómeno de popularidade indiscutível. Exemplificando, só em Portugal o Facebook regista mais de 4 milhões de utilizadores, de acordo com dados recentes da Socialbakers.

Os números não passam despercebidos às empresas que vêm em todos os utilizadores potenciais clientes e começam desde logo a preparar estratégias de marketig específicas para estas plataformas. Para assinalar o Dia Mundial das Redes Sociais o Tecnologia procurou perceber que estratégias usam as marcas e o porquê das redes sociais serem um mercado tão apetecível para as empresas.

“Nunca se viu tanta intimidade entre marcas e consumidores”

Seja pelo baixo custo da infraestrutura, pela procura segmentada, o atendimento personalizado ou pela interatividade com o público-alvo, a verdade é que as redes sociais têm atraído empresas a um ritmo veloz. Estas aproveitam as plataformas para divulgar preços, produtos, serviços, ganhar notoriedade e comunicar com clientes.

“As redes sociais têm um peso muito relevante nas nossas estratégias de marketing”, começa por admitir a equipa da PT que gere as páginas da empresa no Facebook. “O engagementpotenciado pelas plataformas sociais e o facto destas estarem cada vez mais presentes nos hábitos dos nossos clientes, torna estas redes incontornáveis”, afirmam os responsáveis que criam estratégias de marketing específicas a pensar nestas plataformas. “A criação de comunidades nas redes sociais, em torno das nossas páginas de marca, assim como o desenvolvimento de aplicações específicas para estas plataformas, a divulgação de novos produtos com alguma componente de diversão, criatividade e participação das comunidades, os quais podem passar por jogos e passatempos”, foram alguns dos exemplos dados.

A presença fortuita de uma empresa na web não é sinónimo de uma boa campanha de marketing e as exigências de um bom posicionamento têm despoletado uma procura acentuada por ofertas formativas na área. A explicação é simples: “as empresas reconhecem de forma cada vez mais evidente a importância do marketing digital”, justifica Gabriel Augusto, diretor da FLAG que oferece formação nesta área.

Seja no Facebook, no Twitter, no Google+ ou no Linkedin, o certo é que “nunca se viu tanta proximidade e intimidade entre marcas e consumidores”, afirma Gabriel Augusto. Neste campo, o Facebook parece destacar-se das demais. “Sinto que existe uma ‘febre’ à volta do Facebook que tem sido interessante de seguir, porém têm-se cometido muitos erros do marketing clássico”, observa Fernando Batista,headoffice da agência de comunicação LEWIS PR, especializada em relações públicas digitais.

A importância de uma boa estratégia

À primeira vista ninguém questiona as vantagens do contacto direto, instantâneo e personalizado com o cliente mas, de um momento para o outro, um erro na gestão de conflitos com os consumidores pode tornar-se uma dor de cabeça para muitas empresas. “Existem muitos casos de sucesso que comprovam a vantagem de uma boa presença nas redes sociais, assim como casos de insucesso que derivam essencialmente de más políticas de gestão e estratégia da presença da marca no digital”, concorda o diretor da FLAG.

Não são raros os casos sobre situações menos felizes, geridas de forma controversa, queganharam proporções virais. Ensitel ou EDP, só para citar alguns mais recentes e mediáticos, já passaram por situações no mínimo constrangedoras, em que a reputação da empresa saiu lesada, pelo menos temporariamente.

Estes são exemplos que sugerem a pertinência de uma estratégia de marketing própria para as redes sociais. “Uma presença nas redes sociais requer definições de estratégias, de objetivos, de momentos de controlo e otimização contínua” diz Gabriel Augusto. “Já não estamos no paradigma de Ford em que «bem ou mal, o que interessa é que falem de mim»”, acrescenta Fernando Batista.

Por vezes basta apenas sensatez e alguma serenidade na forma como lidar com as situações. “Não acreditamos que exista uma fórmula mágica para aplicar a todos os casos. Nós apenas procuramos lidar com estas situações da forma mais sensata possível, analisando cuidadosamente todas as situações com que nos deparamos e garantimos que temos equipas com formação e processos articulados para agir com rapidez e serenidade”, diz a Equipa de Redes Sociais da PT que gere páginas como a da TMN, a segunda com maior número de fãs em Portugal. “Pelo facto de funcionar como caixa amplificadora, maior é a necessidade de rigor, transparência e verdade”, conclui por sua vez o Gabinete de Marketing da Galp Energia.

Recorrente é também a criação de um código de conduta que muitas empresas utilizampara se refugiarem e protegerem de “agressões” de consumidores. A sua existência é permitida e justificada como forma de “manter o respeito por todos os que participam e dinamizam esta comunidade”, explica a equipa da Portugal Telecom. “Isto não significa que evitamos críticas ou reclamações”, acrescentam.

“As redes sociais não são ferramentas milagrosas”

Apesar de todas as potencialidades das redes sociais, estas não são decisivas para fidelizar o cliente ou prestigiar a marca. O diretor da FLAG deixa o alerta: “por mais importantes que estas sejam para a estratégia de comunicação e marketing das organizações, não são ferramentas milagrosas, nem os resultados são na maior parte das vezes imediatos”.

A verdade é que é difícil quantificar o impacto direto das redes sociais numa empresa. Para o mesmo previne Fernando Batista: “As empresas começam a investir cada vez mais nesta plataforma, mas ainda não podemos dizer que tenham um papel assim tão determinante nos orçamentos das marcas”.

Indiscutível é o facto de funcionarem como autênticos termómetros de popularidade e permitirem às empresas recolher informações sobre a sua aceitação no mercado. A partilha de opiniões, experiências e aspirações entre utilizadores fornece às empresas dados importantes que lhes permitem criar ou melhorar produtos, através do feedbackque recebem do público. Aliás, “uma empresa que não dê atenção à opinião do consumidor não existirá durante muito tempo”, refere a Galp Energia.

Desta forma monitorizar as redes sociais écada vez mais essencial para qualquer marca, tal como comprova a PT: “temos uma equipa de customer care especializada no atendimento nas redes sociais, ouvindo sugestões, críticas e até mesmo reclamações. Adicionalmente, temos uma monitorização constante aos espaços públicos nas redes sociais, de forma a estarmos atentos às necessidades e opiniões dos consumidores”.

Existem várias ferramentas para o fazer, algumas disponibilizadas pelas próprias plataformas. O Google, por exemplo, inclui comentários feitos em redes sociais nos seus resultados de pesquisa. Ferramentas como o TweetDeck e o Hootsuite permitem também supervisionar diversos perfis ou palavras-chave.

Fonte: Tecnologia