Análise Grand Slam Tennis 2 (Xbox 360)

O segundo título com a chancela Grand Slam, desenvolvido pela EA Canada e com lançamento para ambas as consolas-mor da Microsoft e Sony, Xbox 360 e Playstation 3 respectivamente.

Com todos os 4 grandes eventos devidamente licenciados, a maior parte dos principais atletas (actuais e antigos) presentes e um método de controlo do uso da raquete inovador, Grand Slam Tennis 2 apresenta uma intenção objectiva de ganhar o seu espaço no Mundo do Ténis virtual.

Grand Slam Tennis 2 não nos deixa muito espaço para grandes enredos. Nem seria necessário. Em Grand Slam Tennis 2 joga-se ténis e é o ténis que importa.

Gráficos: 8,5

Se há coisa que a Electronic Arts nos tem habituado ao longo dos anos é que jamais despreza a componente gráfica dum jogo e isso ajuda e de que maneira a que os seus títulos se apresentem bem agradáveis ao olho. E reparem que não se trata de embelezar, mas acima de tudo de reproduzir fielmente a realidade. Grand Slam Tennis 2 tenta reproduzir a realidade do ténis actual (e passado) e como tal tenta reproduzir também os seus jogadores, os seus courts, o seu ambiente …. Não se trata de mera operação estética. A componente gráfica de Grand Slam Tennis 2 é importante para criar aquela sensação de realismo e imersão que um jogo de ténis entre Nadal e Federer exige.

E Grand Slam Tennis 2 consegue-o numa forma excelente. Os principais jogadores presentes no jogo estão irrepreensivelmente texturados de tal forma que enquanto jogamos conseguimos perfeitamente perceber quem é quem, chegando ao ponto de, no meio dum jogo entre Nadal e Sharapova (sim, permite fazer jogos mistos) um colega entrou na sala e imediatamente reconheceu ambos sem lhe ter dito nada.

As arenas onde os jogos se disputam, todas devidamente licenciadas, claro está, encontram-se com um nível de realismo soberbo. As estruturas, os courts, o público, os apanha-bolas, os árbitros de fundo … tudo representado com enorme cuidado e pormenor.

No entanto é aqui que reside uma falha que mina um pouco toda esta luxuria gráfica. A passividade do público. O público presente aparece quase sempre como um elemento muito parado, muito apático e embora quando se ganha um ponto ou quando os jogos terminam se pronunciem, a EA poderia ter-lhe atribuído maior vivacidade.

Som: 7.8

Grand Slam Tennis 2 tem um esquema de som bastante ajustado ao que vemos num court de ténis. O som das raquetadas, das bolas a bater na rede, os diferentes sons da bola a bater nos diversos tipos de piso… nada a apontar.

Os tradicionais sons produzidos pelos jogadores no ataque à bola também estão presentes sendo bastante melancólico ouvir os característicos “gemidos” de Sharapova quando faz uma esquerda. Muito bom!

No entanto o ponto fraco vem novamente das bancadas com efeitos sonoros bastante repetitivos e sem grande paixão.

Uma particularidade no capítulo do Som, e que é importante mencionar é que Grand Slam Tennis 2 apresenta-nos comentadores ao vivo no decorrer dos jogos sendo um deles, nada mais, nada menos que Jonh McEnroe. Assim, durante os jogos podemos usufruir dos seus comentários mais tecnicistas (juntamente com Pat Cash) que ajudam a criar a sensação duma transmissão televisiva ao vivo. Por vezes acontece que um comentário produzido não se aplica ao que se viu em campo, mas esses momentos são raros.

Um ponto algo engraçado é o facto de, durante um jogo, um torneio, … podermos defrontar Jonh McEnroe e …. continuar a ouvir, no entanto, os seus comentários ao jogo …

Jogabilidade: 6.9

Grand Slam Tennis 2 é um jogo que se pode dizer … acessível. Presenteia-nos com uma curva de aprendizagem reduzida estatura e não exigindo muito, sendo fácil perceber o que fazer e onde clicar. No entanto existe um Modo de Treino e uma Escola de Ténis que acabam por ser importantes para nos explicar melhor a mecânica do jogo.

Uma das principais cabeças de cartaz de Grand Slam Tennis 2 é o facto de implementar um novo sistema de controlo da raquete e do seu uso, o Total Racquet Control (TRC).

Basicamente o TRC permite-nos usar o analógico direito para indicar o tipo de raquetada a fazer bem como a direção da mesma. Por exemplo para um TopSpin teremos de mover o analógico para baixo e de seguida para cima indicando a direção da bola. Pode parecer confuso ao início mas, com algum treino torna-se bastante simples e prático. No entanto, continua a haver em simultâneo a possibilidade de uso dos botões para os mesmos ataques à bola. É uma questão de gosto que me apraz.

Uma mecânica inovadora que a EA incluiu em Grand Slam Tennis 2 corresponde ao mecanismo de serviço. Para se servir, iniciamos com o premir do botão respetivo (ou respetivo movimento do analógico direito) ao que surge, no outro lado do court, uma parábola invertida (um U ao contrário) que nos serve de guia para a potência e exatidão do serviço. Quando aparece uma barra transversal da esquerda para a direita se conseguirmos parar essa barra dentro da parábola o serviço será feito com maior exatidão e quanto mais perto do ponto mais alto da parábola, com mais força sairá a bola.
Resta dizer que ao início duma carreira, o nosso jogador tem uma parábola invertida muito estreita e pouco alta, logo faz serviços menos precisos e com menos força.

O principal Modo de Grand Slam Tennis 2 é, talvez o Modo Carreira. Como o nome indica temos a oportunidade de criar uma carreira para um jogador criado por nós e de o levar à glória, que é como quem quer dizer, de o levar a vencer os 4 Grand Slams que se nos vão deparar nos 10 anos de carreira.

Em Grand Slam Tennis 2 não há uma noção do tempo e do espaço como em Virtua Tennis 4, por exemplo. Não há um trajeto a fazer e um calendário a cumprir mas sendo na prática muito semelhante no que se faz antes de atingir o próximo evento. Assim enquanto esperamos pelo momento aguardado temos oportunidade de treinar, de adquirir novos acessórios e equipamentos ou de entrar em torneios mais pequenos e é precisamente aqui que reside o maior problema no modo Carreira. Sendo rookie seria normal que nos primeiros jogos a dificuldade para os vencer fosse elevada, certo? Pois, acontece precisamente o oposto. Provavelmente de forma a não assustar o jogador, Grand Slam Tennis 2 presenteia-nos com jogos tão fáceis que quase apenas temos de servir e ir à rede … servir e ir à rede … ou então responder ao serviço e ir à rede …. responder ao serviço e ir à rede ….

Embora as coisas fiquem mais quentes com o avançar da carreira, o que é certo é que não gostei desta mecânica. A dificuldade deveria ir evoluindo à medida que a nossa experiência também vai evoluindo e não nos sendo dada de mão beijada. Por Amor de Deus, no primeiro torneio em que entrei ganhei a toda a gente … incluindo Jonh McEnroe, e Andy Murray.

Isso é algo também que fica um pouco aquém no modo carreira, o aparecimento de jogadores da velha guarda como McEnroe em torneios da actualidade. Parece-me algo … desfasado.

Por algumas vezes, e enquanto usava os botões em vez do analógico direito, aconteceu-me falhas de reação do jogador. Por exemplo, indicar ao jogador para ir à direita e fazer um TopSpin … e a reação que vi no ecrã foi apenas a de ir para a direita. Ainda me aconteceu algumas vezes, mas sempre com o recurso aos botões. Usando o analógico nunca me aconteceu.

Quanto à jogabilidade em si, Grand Slam Tennis 2 aproxima-se um pouco de Virtua Tennis 4 com um estilo de jogo lento, mas duma forma equilibrada. Apresenta movimentos bem conseguidos dos jogadores no decorrer dos jogos, havendo no entanto, algumas ocasiões em que se vê que há scripts pelo caminho que se “entalam” dando origem a certos movimentos menos reais. Mas felizmente acontece poucas vezes.

Um pormenor importante e que vem complementar o que foi dito na análise gráfica, prende-se com os movimentos dos jogadores. Terá de ser dito em abono da verdade que houve um trabalho grande por parte da Eletronic Arts Canada em vestir os principais jogadores dos seus movimentos preferidos. Por exemplo, Federer faz um serviço Arco e Flech perfeito como na realidade … Nadal joga com ambas as mãos à direita e apenas com uma à esquerda … Sharapova joga com uma mão à direita e com ambas à esquerda ….

Longevidade: 8,2

Grand Slam Tennis 2 oferece-nos muito por onde escolher. Desde modos offline a solo, ou acompanhado, até modos online, há muito por onde escolher.

Nos Modos Offline, além do Modo Carreira, teremos também a possibilidade de fazer jogos singles ou pares (pares podem ser mistos), ou então de criar torneios nossos.

Existe ainda um Modo que é o ESPN Grand Slam Classics que corresponde à recriação de situações reais ocorridas em Grand Slams anteriores as quais podemos reescrever na história. Por outras palavras, são missões que temos de cumprir, como por exemplo na Meia-Final do US Open em 2008, onde Murray defrontava Nadal e com 3 sets jogados estava 2-1 para o americano. Com o 4º Set em 2-1 para o espanhol o nosso objetivo será o de vencer o jogo. Existe uma grande variedade de missões a resolver e torna-se um modo interessante.

De resto existem os modos tradicionais de Online. Temos o Head2Head, Torneios Online e o Grand Slam Corner onde nos digladiamos com dezenas de jogadores de todo o Mundo para vencermos o Grand Slam.

Nota Final- 7.4

[0…………….10]

Grand Slam Tennis 2 vem acima de tudo demonstrar uma coisa: A Electronic Arts está a construir a sua carreira no Mundo do Ténis virtual e para já, mostra saber o que está a fazer e a direção a tomar. No entanto, e como em tudo há que amadurecer ainda algumas ideias e uma das que precisa ainda de maior reflexão será, sem dúvida, a do Modo Carreira. Sendo o Modo principal do Single Player deveria ser mais realista e exigente. De resto, Grand Slam Tennis 2 goza de boa saúde, apresentando-nos com um grafismo soberbo, um inovador modo de controlo da raquete prático e simples de usar, uma jogabilidade fluída e inúmeros modos de jogo disponíveis que aumentam e bastante a sua longevidade.

Grand Slam Tennis 2 pode não estar ainda nos top dos melhores Courts virtuais, mas para lá se encaminha!

Fonte: Pplware

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